Quando o mesmo cliente tem mais de um contrato, é comum que o dinheiro já pago em um deles precise ser aproveitado no outro: troca de unidade, distrato parcial, reagrupamento de contratos da mesma família. Fazer essa conta na mão significa somar parcelas, decidir o que cabe no crédito disponível e torcer para o valor bater certo, sem sobra nem falta.
Simular primeiro, sem mexer no financeiro
Escolhido o cliente, a lista só traz quem tem dois ou mais contratos ativos — é preciso ter de onde tirar e para onde levar. O contrato de origem mostra na hora o crédito disponível: tudo que ele já recebeu, menos o que já foi cedido em transferências anteriores. Nada se move no financeiro nesta etapa, é só uma proposta gravada.
O valor nunca é digitado, ele soma sozinho
No contrato de destino, você marca as parcelas em aberto que o crédito vai quitar, e o valor da transferência soma sozinho o que cada parcela custa hoje, principal mais multa e juros se houver. Se a soma passar do crédito disponível, o botão trava e avisa que excede o limite — é assim que o valor sempre bate com o que será quitado.
Entre simular e aplicar, o cliente assina — e a vida continua
A simulação fica gravada com os valores congelados na data em que foi feita, esperando o documento assinado para ser aplicada de fato. Nesse intervalo, a vida continua: se alguma parcela do destino for paga ou quitada por outra transferência antes da aplicação, o sistema avisa que a simulação não pode mais ser aplicada e pede que ela seja refeita com o que ainda está em aberto — em vez de aplicar um valor que não existe mais.
Depois de aplicado, os dois lados ficam registrados no razão
Aplicar a transferência gera um lote com os dois lados: no contrato de origem entra um débito de crédito cedido, apontando para onde o dinheiro foi; no contrato de destino entram as quitações das parcelas, com o histórico dizendo de onde veio o crédito. Os dois lados aparecem no Relatório de Razão de Contrato, e o estorno desfaz a transferência inteira, nunca só uma parte dela.